Consideramos que há quatro aspectos fundamentais para a realização de boas pesquisas em Educação: atenção ao contexto educacional, aplicabilidade, rigor metodológico e boa comunicação com o público alvo. Nesta página, reunimos todos os nossos estudos, organizando-os por temáticas.

CLIQUE E SAIBA MAIS +

Esta página traz livretos, análises e artigos sobre o desempenho dos estudantes brasileiros no Saeb, no Ideb, no Pisa e no Pirls, além de dados do Indicador de Permanência Escolar, criado pelo Iede para mensurar o total de crianças e jovens que abandonam a escola sem ter concluído a Educação Básica.

CLIQUE E SAIBA MAIS +
PT
Contribuições ao Debate - G1 07/10/2026

Quais iniciativas podem tirar o Brasil do ‘buraco’ na matemática? Estudo lista o que deu certo em escolas públicas

Pesquisa divulgada com exclusividade pelo g1 analisa projetos bem-sucedidos de municípios que alcançaram bons resultados mesmo entre alunos de baixo nível socioeconômico

Por Luiza Tenente, g1 –

Um curto resumo de dados recentes, nacionais e internacionais, mostra quão fundo é o buraco em que o Brasil está, há décadas, na aprendizagem de matemática:

  • A proporção de alunos do 5º ano com conhecimentos adequados na disciplina passou de 44% (2023) para 51% (2025), mas ainda é baixa. Basicamente metade não aprende o que deveria, mostra o Sistema de Avaliação da Educação Básica – Saeb.
  • O país obteve média de 400 pontos no Estudo Internacional de Tendências em Matemática e Ciências (TIMSS) de 2023 — 103 pontos a menos do que a média dos países desenvolvidos. Ficou à frente apenas do Kuwait e da África do Sul.
  • Quase não saímos do lugar de 2015 a 2025 em matemática no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). De cada 10 alunos, 7 não sabem fazer contas simples aos 15 anos de idade.

➡️Mas como reverter esse quadro? Uma pesquisa feita pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), em parceria com a B3 Social e em diálogo com a Fundação Lemann, examinou iniciativas bem-sucedidas praticadas por redes municipais de ensino. A partir delas, é possível traçar planos integrados de recuperação, afirmam os pesquisadores.

Foram escolhidas as de: Casinhas (PE), Joaquim Távora (PR), Ji-Paraná (RO), Miracema (RJ), Junqueirópolis (SP) e Anicuns (GO), além de Cruz (CE), onde foi feito o piloto do estudo.

“A seleção levou em conta as redes que têm consistência nos bons resultados, inclusive entre alunos de baixo nível socioeconômico”, explica Ernesto Martins Faria, diretor-fundador do Iede.

O material, divulgado com exclusividade pelo g1 nesta quarta-feira (7), lista ações que, articuladas, podem melhorar o ensino-aprendizagem de matemática nos anos iniciais do ensino fundamental, como:

  • 🧮distribuição de materiais que possam ser manipulados pelas crianças, como ábacos, dobraduras e materiais recicláveis;
  • 📏salas “matematicamente ricas”, com retas numéricas, tabuadas, calendários, formas geométricas, moedas/cédulas expostos e integrados às aulas;
  • 🔎uso de avaliações exclusivas (como provas) para mapear as dificuldades e adaptar o rumo das aulas seguintes;
  • 👩‍🏫rotinas de aula bem definidas, com práticas constantes, revisões e correções;
  • ➗momentos dedicados ao desenvolvimento da fluência de cálculos (ou seja, raciocínio rápido);
  • 📐”provocações” para que os alunos não só acertem a resposta, mas expliquem como chegaram até ela;
  • 💰investimentos na formação e na contratação de equipes pedagógicas, com coordenação atuante e profissionais de apoio para auxiliar na inclusão, por exemplo;
  • 🤩estímulo para crianças gostarem de matemática (organização de olimpíadas, desafios e eventos com os familiares).

Leia a reportagem completa no portal G1.