Aprendendo a medir a aprendizagem
Texto: Luciana Alvarez
Após 20 anos, o indicador educacional que mobilizou o Brasil enfrenta uma série de questionamentos que devem levá-lo a passar por uma renovação. Por mais importante que tenha se mostrado, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) precisa mudar para continuar sendo relevante. O desafio é encontrar uma fórmula que monitore o desenvolvimento de habilidades para o futuro sem abrir mão de acompanhar avanços históricos.
Criado em 2007 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC), o índice unificou dois parâmetros: o desempenho dos estudantes nos exames do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e o fluxo escolar. Os dados utilizados para compor o primeiro Ideb tinham sido colhidos em 2005.
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Se no geral do País as médias não impressionam, há redes que chegaram a notas altíssimas, escolas com nota 10, mas que alcançam esses patamares com base em treinamento massivo dos estudantes para fazer as provas, o que não é sinônimo de uma educação de qualidade. “Muitas vezes, busca-se a melhoria do indicador com games, sem de fato atingir a habilidade que estava por trás desse indicador. E, em vez de perseguir um Ideb de 8,5, talvez algumas escolas pudessem investir em questões que não são medidas no índice, mas são importantes para o mundo atual”, opina Ernesto Martins Faria, diretor e fundador do instituto Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede).