Ideb dá sinais de esgotamento após 20 anos pautando a qualidade da educação, afirmam autores
Essa é uma das conclusões do livro “Duas Décadas de Ideb: Resultados e Perspectivas”, organizado pelo economista Ernesto Martins Faria e pela jornalista Lecticia Maggi, que será lançado nesta quinta-feira (14).
O livro reúne artigos e relatos de pesquisadores, especialistas em avaliação educacional, professores e diretores de escola, secretários de educação e ex-presidentes do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão responsável pela criação e aplicação do Ideb. Na obra, eles fazem um balanço do impacto do indicador e discutem seus limites.
O Ideb é um indicador calculado a cada dois anos para cada escola, município e estado do país, além da média nacional. O indicador é calculado com base em dois critérios: o desempenho dos estudantes e, provas de matemática e português no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) e as taxas de aprovação escolar.
Quando o indicador foi criado, foram estabelecidas metas até 2021 para os anos iniciais do ensino fundamental (do 1º ao 5º ano), para os anos finais (do 6º ao 9º ano) e para o ensino médio. Cada escola teve metas calculadas individualmente.
A avaliação predominante entre os autores é a de que o Ideb cumpriu um papel importante ao criar uma cultura de monitoramento da aprendizagem no país, mas reduziu progressivamente o conceito de qualidade educacional a um conjunto estreito de métricas.