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Contribuições ao Debate - G1 08/09/2026

7 em cada 10 alunos de 15 anos no Brasil não sabem fazer contas de matemática simples, mostra Pisa

Levantamento internacional testou estudantes de 91 países e mostrou que a maioria dos brasileiros não consegue realizar tarefas básicas de matemática, como converter moeda ou comparar distâncias.

Por Redação g1

 

 

Entre os alunos brasileiros de 15 anos (ou seja, que acabaram de cursar o ensino fundamental II), 7 em cada 10 não conseguem fazer contas simples de matemática, como:

  • fazer uma multiplicação para converter moedas: dizer, por exemplo, quantos reais equivalem a 2 dólares, sabendo que 1 dólar = R$ 5,13;
  • comparar as distâncias percorridas por um carro em dois caminhos diferentes.

A análise faz parte do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes 2025 (Pisa, em inglês), cujos resultados foram divulgados nesta terça-feira (8), analisando dados de 91 países. O Pisa mostrou que 72% dos alunos brasileiros ficaram abaixo do nível 2 em conhecimentos matemáticos — o patamar mínimo considerado satisfatório pela avaliação.

Para Ernesto Martins, pesquisador do centro de pesquisas Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional), o baixo desempenho em matemática não é um problema exclusivamente brasileiro: é uma dificuldade compartilhada por todos os países da América do Sul. (…)
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No caso do Brasil, o especialista aponta que uma das razões para o baixo desempenho em matemática é a dificuldade na formação de professores.

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“Há uma necessidade de se ampliar o repertório matemático dos docentes. Temos cursos que muitas vezes atraem candidatos com formação básica mais frágil e que, durante a graduação, nem sempre conseguem compensar essas lacunas e preparar suficientemente o futuro professor para a prática de sala de aula”, explica.

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Para Martins, esse repertório insuficiente aparece dos dois lados da sala de aula: tanto na formação de quem ensina quanto na trajetória de quem aprende.

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“Quando a formação do professor não desenvolve suficientemente esse conhecimento, existe o risco de o ensino ficar mais centrado na reprodução de procedimentos e fórmulas do que na construção do raciocínio matemático”, explica Ernesto Martins, pesquisador do Iede.
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Leia a reportagem completa no portal G1.