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Esta página traz livretos, análises e artigos sobre o desempenho dos estudantes brasileiros no Saeb, no Ideb, no Pisa e no Pirls, além de dados do Indicador de Permanência Escolar, criado pelo Iede para mensurar o total de crianças e jovens que abandonam a escola sem ter concluído a Educação Básica.

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Contribuições ao Debate - O Globo 09/09/2026

Brasil estagnado há uma década, recuo global na educação e até países ricos com dificuldades: saiba tudo sobre o Pisa

Um dos principais problemas é o grande número de alunos abaixo do nível de proficiência básico — o segundo em uma escala com seis níveis — esperado para um jovem de 15 anos
Por Bruno Alfano — Rio de Janeiro

 

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A principal avaliação de educação no mundo mostra que o aprendizado de alunos brasileiros está estagnado há dez anos. E o pior: em um patamar muito baixo. De 91 países avaliados no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025, cujo resultado foi divulgado na terça-feira, o Brasil ficou na 71ª posição em Matemática, 52ª em Leitura, 67ª em Ciências e 69ª em Computação. Na comparação com a América Latina, está abaixo do Uruguai (país com melhor desempenho na região), Chile e México. E acima de Peru, Argentina e Equador.

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Um dos principais problemas do Brasil é o grande número de alunos abaixo do nível de proficiência básico — o segundo em uma escala com seis níveis — esperado para um jovem de 15 anos. Em Matemática, só 28% dos estudantes brasileiros atingiram ou ultrapassaram esse patamar. Enquanto isso, 65% dos alunos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), fórum de países ricos, conseguiram. O cenário se repetiu em Ciências (48% dos alunos brasileiros atingiram o básico contra 74% dos da OCDE) e Leitura (49% contra 69%).

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Entrevista: Ernesto Faria, pesquisador em educação

Como o senhor vê a queda histórica no mundo?

Em 2022, também houve uma queda grande e foi muito natural associar o problema à pandemia. Essa nova queda em massa importante é alarmante e vai dar um chacoalhão para pensar o que as escolas têm que fazer.

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Quais as causas disso?

Pode ter a ver com um mundo em que o processo de aprendizagem é diferente. Teve o impacto da pandemia, mas agora as crianças leem textos diferentes e mais curtos do que liam no passado. E tem o impacto da inteligência artificial. São pontos para a gente entender com mais estudos.

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O Brasil estar estagnado nesse cenário é uma boa notícia?

Há uma concentração muito grande de alunos brasileiros nos níveis mais baixos da prova. E o Pisa talvez não tenha questões para discriminar estudantes nesses níveis, o que é um problema. Por isso, é preciso analisar melhor os dados do Brasil. Mas há algum mérito em pelo menos ter mantido o mesmo patamar. A própria OCDE reconhece que o Brasil, nesses dez anos, diminuiu a evasão e conseguiu seguir no mesmo nível de desempenho. Mas há um senso de urgência: o nível de aprendizagem é muito baixo, e é preciso resolver isso.

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Leia a entrevista completa no jornal O Globo.