Fundeb reduz desigualdade na educação, mas verba vai para farmácia e até igreja
Mais recursos exigem maior controle, e análise da Folha sobre milhões de dados de extratos do fundo mostra gastos de R$ 389,7 milhões fora da educação. Transferências para fundos de saúde, planos de saúde, odontológicos e farmácias ocorrem em centenas de municípios, o que desafia normas e a própria essência da medida.
A reportagem identificou valores destinados à Previdência e transferências sem explicação para igrejas.
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“Muitas vezes se fala que o ótimo é inimigo do bom, mas, em um país com os desafios de desigualdade do Brasil e PIB per capita baixo, estamos falando de uma política em que o ótimo é necessário”, diz Ernesto Faria, do Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional). Segundo ele, ainda é preciso aprimorar a parcela destinada a resultados e redução de desigualdades.
A pedido da Folha, o Iede tabulou os extratos do Fundeb das prefeituras a partir de site do Banco do Brasil. Os documentos trazem receitas e despesas, com discriminação dos beneficiários.