Editorial | Educação infantil aquém do seu potencial
- Em 4 estados, todos do Norte, cobertura da pré-escola fica abaixo de 80%; é preciso ação integrada para reduzir discrepâncias regionais.
Poucas políticas são capazes de gerar benefícios em tantos setores no longo prazo como a educação infantil.
Os ganhos mais imediatos para as crianças se dão em linguagem, cognição, coordenação motora e socialização, habilidades que impactam a vida escolar, com incremento da aprendizagem e redução de repetências e da evasão.
Assim, aumentam os níveis de escolaridade, empregabilidade, produtividade e a geração de renda. Relatório de 2014 do Banco Mundial afirma que a primeira infância é uma janela decisiva para reduzir a pobreza.
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Estudo da ONG Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede) mostra que, de 2016 a 2024, a taxa de matrícula na pré-escola passou de 91,3% para 94,6%, com quatro estados, todos do Norte, abaixo de 80% —o Amapá alcançou só 69,7%.